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Por Que Dormimos Mal Durante a Menopausa?

Por Que Dormimos Mal Durante a Menopausa?

A menopausa é uma fase natural na vida da mulher, marcada por diversas mudanças fisiológicas e emocionais. Entre os desafios mais comuns desse período está a insônia, que afeta significativamente a qualidade de vida. Mas por que tantas mulheres enfrentam dificuldades para dormir durante a menopausa? Vamos explorar as causas, impactos e possíveis soluções para esse problema.

A Relação Entre Hormônios e Sono

Durante a menopausa, ocorre uma queda acentuada nos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que desempenham papéis cruciais na regulação do sono. O estrogênio, por exemplo, influencia a produção de serotonina, neurotransmissor que regula o humor e o ciclo do sono. A diminuição desses hormônios pode levar a:

  • Ondas de Calor Noturnas (Fogachos): Sensações súbitas de calor que podem interromper o sono.
  • Suores Noturnos: Transpiração excessiva durante a noite, causando desconforto e despertares frequentes.
  • Alterações de Humor: Ansiedade e depressão, que dificultam o início e a manutenção do sono.

Estudos indicam que cerca de 46,3% das mulheres na pós-menopausa relatam insônia ou sono de má qualidade, especialmente caracterizado por despertares no meio da noite e dificuldade para voltar a dormir.

Fatores Adicionais que Comprometem o Sono

Além das alterações hormonais, outros fatores podem agravar os distúrbios do sono durante a menopausa:

  • Apneia do Sono: Aumento do risco de apneia obstrutiva devido a mudanças na distribuição de gordura corporal e relaxamento dos músculos das vias aéreas.
  • Síndrome das Pernas Inquietas: Sensação de desconforto nas pernas, levando a movimentos involuntários e interrupções do sono.
  • Nictúria: Aumento da frequência urinária noturna, interrompendo o ciclo do sono.

Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia revelou que 61% das mulheres na pós-menopausa relataram insônia, enquanto 27% apresentaram apneia do sono e 27% sofreram de síndrome das pernas inquietas.

Impactos na Qualidade de Vida

A privação de sono durante a menopausa não afeta apenas o descanso noturno, mas tem repercussões significativas na vida diária:

  • Fadiga Crônica: Sensação constante de cansaço, mesmo após uma noite de sono.
  • Dificuldades Cognitivas: Problemas de memória, concentração e tomada de decisões.
  • Risco Aumentado de Doenças: Maior propensão a desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
  • Comprometimento Emocional: Aumento da irritabilidade, ansiedade e sintomas depressivos.

Estratégias para Melhorar o Sono

Embora os desafios sejam significativos, existem abordagens eficazes para melhorar a qualidade do sono durante a menopausa:

  1. Terapia de Reposição Hormonal (TRH): Pode ajudar a equilibrar os níveis hormonais, reduzindo sintomas como fogachos e suores noturnos.
  2. Higiene do Sono: Manter uma rotina regular de sono, evitar cafeína e eletrônicos antes de dormir, e criar um ambiente propício ao descanso.
  3. Atividade Física Regular: Exercícios moderados podem melhorar a qualidade do sono e reduzir sintomas de ansiedade.
  4. Terapias Cognitivo-Comportamentais: Auxiliam no manejo da insônia e na redução de pensamentos negativos relacionados ao sono.
  5. Suplementação Alimentar: Nutrientes como o L-Triptofano, presente no  Meno Support Balance, podem auxiliar na produção de serotonina, promovendo melhor qualidade do sono.

A insônia durante a menopausa é um desafio comum, mas compreendendo suas causas e adotando estratégias adequadas, é possível melhorar significativamente a qualidade do sono e, consequentemente, a qualidade de vida. Se você está enfrentando dificuldades para dormir nesse período, considere consultar um profissional de saúde para discutir as melhores abordagens para o seu caso.

Fonte: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/KkF6Z5pTyZYMVRLWYzd53gH/?format=html&lang=pt
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